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Descoberto um primo distante dos asteroides
13 May 2018

O nosso Sistema Solar é um lugar bastante movimentado, com oito planetas e quase 200 luas a rodar à volta do Sol. Hoje em dia, cada um dos planetas segue calmamente o seu caminho sem atropelos, mas as coisas podem nem sempre ter sido assim tão simples.

Se andássemos quatro mil milhões de anos para trás no tempo, os cientistas acreditam que veríamos os gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno) a passearem pelo Sistema Solar de forma desordenada.

Nessa altura, havia milhões de pequenos fragmentos rochosos espalhados pelo espaço; eram as sobras do nascimento dos planetas (hoje em dia chamamos-lhes asteroides). À medida que os planetas gigantes percorriam o Sistema Solar, os seus campos gravíticos interferiam uns com os outros, e isso fazia com que os pequenos asteroides no seu caminho fossem atirados para longe do Sol.

Se esta ideia estiver correta, alguns dos asteroides que hoje em dia vogam pelos limites do Sistema Solar devem ser feitos do mesmo material que compõe aqueles que estão mais perto do Sol. Isso quer dizer que devem conter uma apreciável quantidade de uma substância química chamada carbono.

Porém, até agora os cientistas não tinham conseguido encontrar nenhum asteroide rico em carbono no Sistema Solar exterior.

Até que, em 2014, foi descoberto um asteroide de ar curioso, para lá da órbita de Neptuno, à extraordinária distância de 4 mil milhões de quilómetros da Terra. Ao estudar os padrões da luz refletida na sua superfície, os cientistas chegaram à conclusão de que esta rocha espacial contém uma grande quantidade de carbono. Temos finalmente uma prova que apoia a teoria sobre o passado caótico do nosso Sistema Solar!

Facto curioso

O carbono não é encontrado apenas nos asteróides; também está presente na Terra. Podemos encontrá-lo nos lápis, nos diamantes e no petróleo. E não podemos esquecer-nos de que o carbono é o principal componente de toda a vida na Terra!

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